Seis leais serventes, Rudyard Kipling

Mantenho seis leais serventes:
(Ensinam-me tudo quanto sei)
Os seus nomes são O Quê e Onde e Quando
E Como e Porquê e Quem.
Envio-os por mar e terra,
Envio-os para Este e Oeste;
Mas depois de trabalharem para mim,
Dou-lhes algum descanso.

 

Deixo-os descansar das nove às cinco.
Pois então estou ocupado,
Assim como ao pequeno-almoço, ao almoço e ao lanche,
Pois são homens famintos:
Mas cada cabeça sua sentença:
Conheço uma pessoa pequena –
Sustenta dez milhões de serventes,
Que de todo não têm descanso!
Envia-os ao estrangeiro nos seus assuntos privados,
Desde o segundo em que abre os olhos –
Um milhão de Comos, dois milhões de Ondes,
E sete milhões de Porquês!
(Rudyard Kipling, Histórias assim mesmo; Trad. WR).

 

I Keep six honest serving-men:
(They taught me all I knew)
Their names are What and Where and When
And How and Why and Who.
I send them over land and sea,
I send them east and west;
But after they have worked for me,
I give them all a rest.

I let them rest from nine till five.
For I am busy then,
As well as breakfast, lunch, and tea,
For they are hungry men:
But different folk have different views:
I know a person small–
She keeps ten million serving-men,
Who get no rest at all!
She sends ‘em abroad on her own affairs,
From the second she opens her eyes–
One million Hows, two million Wheres,
And seven million Whys!

(Rudyard Kipling, Just So Stories; The Elephant’s Child).

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